*Mensagem Nº 13* – 02/05/2017

Nesta postagem, e em todas as outras do mês de maio, abordaremos o tema “Sentido do Trabalho”.

O TRABALHO REPRESENTA O CAMPO EM QUE O “CARÁTER DE ALGO ÚNICO” DA EXISTÊNCIA DE UM SER HUMANO SE RELACIONA COM A COMUNIDADE.  (…) CARÁTER INSUBSTITUÍVEL DA VIDA HUMANA, AQUELA IMPOSSIBILIDADE DE O HOMEM SER REPRESENTADO POR OUTREM NO QUE SÓ ELE PODE E DEVE FAZER, O SEU CARÁTER DE ALGO ÚNICO: NÃO DO QUE ELE FAZ, MAS DE QUEM O FAZ E DO MODO COMO FAZ (…)

Viktor Frankl. Psicoterapia e Sentido da vida. São Paulo: Quadrante (1978)

Para nossa reflexão em conjunto com os artigos que serão recomendados, segue tabela das

Cinco Dimensões do Trabalho, propostas por Hackman e Oldham (1975), Belo Horizonte, 2013.

Dimensões do Trabalho Conceito
Variedade de habilidade O trabalho precisa requerer do profissional uma variedade de atividades fazendo com que ele utilize diversas habilidades e talentos;
Identidade da tarefa O profissional precisa se reconhecer nos resultados do trabalho além da sua contribuição, isto é, ele precisa visualizar o trabalho do início ao fim;
Significado da tarefa O trabalho precisar exercer impacto substancial na própria vida do trabalhador ou no trabalho de outras pessoas, seja imediatamente na organização ou fora dela;
Autonomia O profissional deve ter liberdade substancial, independência e descrição na realização do seu trabalho e na determinação dos procedimentos a serem utilizados em sua realização;
Feedback do trabalho em si O profissional precisa ter retorno dos resultados do seu trabalho obtendo informação direta e clara sobre a eficácia do seu desempenho;

O primeiro artigo indicado, foi publicado na Revista Logos & Existência, v. 2, n. 2 – O SENTIDO DE VIDA NO TRABALHO: CONTRIBUIÇÕES DA LOGOTEORIA PARA A QUALIDADE DE VIDA DO TRABALHADOR (2013).

SOBRE OS AUTORES:

Pablo Lincoln Sherlock de Aquino. Psicólogo da Universidade Federal de Campina Grande e gestor de risco no Hospital Universitário Alcides Carneiro. MBA em Gestão de RH pela Fatec/Facinter. Mestrando em Gestão de Organizações Aprendentes pela UFPB.

Fernanda Cagol. Administradora (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), Especialista em Gestão Contábil e Financeira (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), orientadora de TCC do Grupo Uninter.

RESUMO:

Este trabalho procurou fazer relações entre a teoria de Viktor Frankl, intitulada Logoteoria, com estudos da Qualidade de Vida no Trabalho (QVT). Trata-se de uma pesquisa bibliográfica utilizando os conceitos de autotranscendência, valores de criação, de experiência e de atitude, bem como referências a algumas teorias motivacionais. No tocante à QVT, foram investigados alguns estudos sobre seus aspectos históricos e suas características no contexto laboral atual, dificuldades enfrentadas e perspectivas. Esta pesquisa teve o intuito de promover reflexões referentes à viabilização do uso da Logoteoria em prol da QVT, em virtude da importância da temática frente ao desenvolvimento das pessoas e da sociedade. Para a compreensão teórica acerca de Frankl e da QVT, este artigo apresenta, em sua estrutura inicial, tópicos relacionados a ambos, separadamente; em um terceiro tópico, há uma reflexão sobre a aplicação da Logoteoria nos ambientes organizacionais relacionada ao desenvolvimento da Qualidade de Vida no Trabalho.

Para ler o artigo completo acesse o link a seguir:

http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/le/article/view/17269/10095

Boa leitura, que seja plena de reflexões salutares!

Abraços e até breve!

Simone Guedes

*Mensagem Nº 11* – 13/04/2017

Resenha de autoria do Prof. Thiago Antonio Avellar de Aquino, publicada na Revista LOGOS & EXISTÊNCIA, sobre a obra: Freitas, M. L. S. (2013). Afrontamento e superação de crises: Contribuições da logoterapia. Ribeirão Preto, SP: IECVF.

REVISTA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE LOGOTERAPIA E ANÁLISE EXISTENCIAL 2 (2), 166-167, 2013 167

O livro Afrontamento e superação de crises (IECVF, 2013, 106 páginas) foi escrito pela médica pediatra e doutora em Medicina pela Universidade de São Paulo Dra Marina Lemos Silveira Freitas, diretora e fundadora do Colégio Viktor Frankl em Ribeirão Preto.

O livro inicia com uma dedicatória, uma página de agradecimentos, uma epígrafe de João Paulo II, acrescido de um prefácio realizado Pela Dra Roseana Barone Marx resaltando as principais qualidades do texto. De forma geral, nos oito capítulos, a autora apresenta a proposta da logoterapia para promover a superação de crises identificando os princípios de vida e obra de Viktor Frankl como um modelo para a promoção da vida e para a prevenção de crises.

Para tanto, inicia com a contextualização do mundo no início do século XXI apresentando, de forma ampla, os principais problemas contemporâneos e, apontando para a necessidade de um mundo mais resiliente. Em seguida, passa a contextualizar a história de vida de Viktor Frankl abordando os seguintes tópicos: Contexto histórico e familiar; Infância; Adolescência; Formação acadêmica e exercício profissional; Encontro com Tilly; Campos de concentração: coragem, perdão e justiça; Encontro com Elly e cidadão do mundo. Dessa forma o leitor adquire uma visão ampla do percurso existencial de Viktor Frankl e percebe a sua superação desse ser humano por meio de uma vida plena de sentido.

No capítulo posterior a autora apresenta os conceitos básicos da logoterapia e análise existencial para aqueles leitores que ainda não conhecem, com profundidade, o pensamento de Viktor Frankl, aprofundando os temas da antropologia filosófica dando destaque as dez teses de Frankl sobre a pessoa humana. Na sequencia, são apresentados os três pilares da logoterapia: liberdade da vontade, vontade de sentido e sentido da vida, que juntos compõem a logoteoria.

No capítulo intitulado “Estratégias de sobrevivência utilizadas por Viktor Frankl nos campos de concentração nazistas”, a autora identifica, com muita sabedoria, traços e atitudes da pessoa de Frankl que o ajudaram na sua sobrevivência por meio do simples fato de sempre dizer “sim a vida apesar de tudo” com sua dignidade e esperança. Dentre essas estratégias e qualidades, destacam-se: humildade, humor, confiança, trato consigo mesmo, apreciação da natureza, autotranscendência etc. A autora conclui sabiamente esse capítulo tecendo o seguinte comentário: “Quando conseguimos objetivar as dificuldades e descobrir as possibilidades de ajudar outras pessoas pela experiência vivida, então entramos no caminho da realização do sentido do sofrimento, que atinge sua capacidade de transformação da sociedade” (Freitas, p. 84).

Já no capítulo “Princípios de vida de Viktor Frankl que o ajudaram na reconfiguração saudável de sua vida após a guerra”, Marina Lemos analisa as atitudes e posturas de Frankl após a guerra que o permitiram reconstruir sua vida com dignidade apesar da situação limite que vivenciou, salientando que essa estratégia de vida propiciou a saúde mental necessária para reconstruir a sua “existência desnuda”.

“Viktor Frankl experimentou e vivenciou várias estratégias para sobrevivência no dia a dia e foi bem sucedido! Podemos aprender essas estratégias para incorporá-las no agir pedagógico, quer seja na família, na escola ou nas organizações” (p. 96). Dessa forma, considerando que a vida e a obra de Frankl são complementares, o livro torna-se imperativo para aqueles que desejam uma melhor compreensão dos conceitos da logoterapia ou apenas almejam superar as crises que nos atormentam na contemporaneidade.

Fonte: http://periodicos.ufpb.br/index.php/le/article/view/17647/10102