*Mensagem Nº 30* – 16/5/2018

No último domingo, dia 13, comemoramos o Dia das Mães e a AgirTrês não poderia deixar de lado uma data tão especial. Assim como a Logoterapia, mãe também é verbo. Mãe é cuidar, é acolher, é amar. E nas palavras de Frankl

“Amar é atitude, é gratuito, é especificamente humano, é um ato existencial, é uma descoberta do valor do outro na própria existência, e não uma autosatisfação. Amar o outro em seu vir-a- ser.”

Pensando nisso, nossa equipe escolheu o artigo “A SÍNDROME DO NINHO VAZIO SOB O OLHAR DA LOGOTERAPIA”, de Lucia Helena Chuery. Vale lembrar que as constatações aqui presentes não expressam necessariamente as opiniões do Núcleo, mas são afirmações decorrentes da pesquisa realizada pela autora.

RESUMO
O objetivo deste trabalho foi propor uma reflexão sobre a Síndrome do Ninho Vazio a partir de alguns pressupostos teóricos da Logoterapia e Análise Existencial de Viktor Emil Frankl. Associada à fase do ciclo vital familiar, na
qual o último filho sai da casa dos pais, a síndrome traz como sintomas a solidão, tristeza, apatia e a depressão que acometem pais e mães, em diferentes intensidades. A Logoterapia, centrada na busca do sentido, acrescenta sobre a vivência do homem e da mulher nesses contextos grande valor ao integrar, para além das observações da individualidade da mulher e do homem, dos papéis desempenhados em relação aos filhos, dos conteúdos
vivenciais de cada um além da maternidade e paternidade, o sentido à experiência de existir dessas pessoas, ampliando o entendimento do exercício da parentalidade e da individualidade do ser nessas relações. Assim,
possibilita um entendimento sobre a Síndrome do Ninho Vazio ao referir que a saída do último filho não seria a razão para o sofrimento acentuado dos pais, mas sim o vazio existencial. Concebendo a pessoa que se tornou mãe e se tornou pai como um ser integral e livre para algo, a Logoterapia propõe que saiam de si na busca do sentido, autotrascendendo, sendo responsáveis, atentos às situações da vida com a saída do último filho, descobrindo também seu dever-ser.

Para ler o artigo completo acesse o link a seguir: A Síndrome do Ninho Vazio – Lúcia Chuery

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Abraços e até breve!
Simone Guedes
Diretora Educacional do *Núcleo de Logoterapia AgirTrês*

O que vivi com Viktor Frankl #9 | Relato logovivencial de Adriana Possale

A nona edição da série “O que vivi com Viktor Frankl” é especial. Ela une as datas comemorativas de maio (a da Enfermagem e das Mães) numa só vivência: a de Adriana Possale, enfermeira de cuidados paliativos e mãe de duas meninas lindas. Nesta história, Adriana conta como entrou em contato com a Logoterapia, o que a fez se reconectar com seu sentido do cuidar. Confira!


Estou hoje, em uma tarde linda e fria de Outono escrevendo meu relato de vida, relato de logo vivente. Sou Adriana. Sou enfermeira, sou amiga, sou filha, sou mãe, sou faxineira! E dentre os vários papéis que venho a  exercer no mundo, sou em primeiro lugar pessoa. Sinto o que tu sentes! Nasci no interior de São Paulo, sou a segunda filha, sendo que meu primeiro irmão não chegou a nascer, perdas não vivenciadas de uma mãe, um casal que fez o melhor que pôde, dentro das possibilidades que eles tinham.

A vida me apresentou a Logoterapia em um dos encontros de mulheres do Põe no Mundo, onde eu buscava respostas para minhas angústias existenciais relacionadas ao casamento, a maternagem, ao trabalho em equipe dentro das instituições de saúde, ao meu posicionamento dentro desse contexto geral em se tratando da minha responsabilidade e a responsabilidade do outro, na época fui convidada pela amiga, psicóloga e coach Mayra Aiello que me apresentou para a querida Simone Guedes, diretora pedagógica do Núcleo AgirTrês.

Desde muito cedo, em minha vida pessoal e profissional tenho um sentimento que me impulsiona, algo além de mim, que me leva a buscar o melhor para mim e para o outro, é na sutileza de detalhes que encontramos no outro um pouco de nós e assim somos espelho! Me despindo das culpas e procurando humildar o Ego… Em cada bagagem uma história! Cada paciente uma memória! A dor de cada um é também a minha dor, assim procuro só espalhar Amor … Quando li a frase de VIKTOR FRANKL : “Encontrei o significado da minha vida, ajudando os outros  a encontrarem o sentido das suas vidas” entendi que os momentos vivenciados durante a doença eram também a minha cura interior. 

“A nuvem” que me orienta. Por muito tempo pensei que se trabalhasse muito iria alcançá-la, porém, estudando a ciência da terapia do Sentido de Vida observei que ela sempre estará a frente… inalcançável! Foi aí que entendi que  “O SENTIDO DA ENFERMIDADE CONSISTE EM CONDUZIR A QUEM ESTÁ TOCADO POR ELA, AO SENTIDO DA VIDA” (Jaspers, 1991, p. 19)

Hoje, após quinze anos de experiências com pessoas que vivenciam a tríade trágica (sofrimento, culpa e morte),  na experiência da dor e da doença, curso a especialização em Cuidados Paliativos no Instituto Paliar, só tenho a agradecer a todos que fazem parte da minha Vida, a todos que pude tocar o coração, possibilitando mais do que medicações e curativos, como enfermeira que sou, toquei Vidas com V maiúsculo; Em especial a Valéria Guedes, amiga que definitivamente me conduziu a esta jornada.”

Adriana Possale é mãe, coach e enfermeira com ênfase em cuidados paliativos e abordagem logoterapêutica.

*Mensagem Nº 29* – 2/5/2018

No mês de maio comemoramos a Semana Nacional da Enfermagem, que inicia no dia 12 com o Dia Internacional da Enfermagem e encerra no dia 20 com o Dia Nacional dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem. E justamente pensando em homenagear estes profissionais do cuidar, presentes em todas as etapas do restabelecimento da saúde e da prevenção de doenças, que dedicamos a mensagem de hoje. Afinal, sem o cuidado da dimensão física a conexão com dimensão noética é prejudicada, comprometendo a busca de sentido do indivíduo.

A equipe AgirTrês escolheu o artigo “O sentido do cuidar da criança e da família na comunidade: a experiência da aluna de enfermagem”, de Myriam Aparecida Pettengill e Margareth Angelo, que se apoiam nos princípios logoterapêuticos. Vale lembrar que as constatações aqui presentes não expressam necessariamente as opiniões do Núcleo, mas são afirmações decorrentes da pesquisa realizada pelas autoras.

RESUMO

Este estudo, utilizando abordagem fenomenológica, buscou compreender o significado da experiência de aprendizagem da aluna de enfermagem ao cuidar da criança e da família na comunidade. Os dados foram obtidos por meio de entrevista aberta, individual, tendo como sujeitos nove alunas. Através da análise dos dados emergiram dois temas: ENFRENTANDO O DESAFIO e GERANDO OUTRO OLHAR. A interpretação, segundo o referencial teórico da Análise Existencial de Viktor Frankl, permitiu compreender que o sentido que move a aluna no tema enfrentando o desafio é a busca do conhecimento e o querer fazer algo. Além disso, o estudo permitiu uma reflexão acerca dos componentes da aprendizagem significativa em enfermagem, sendo o tema gerando outro olhar uma conseqüência para o pensar, o sentir e o agir da aluna, favorecendo seu crescimento pessoal e profissional.

“Não se trata de injetar sentido nas coisas,
mas sim, de extrair o sentido delas,
de captar o sentido de cada uma das
situações com que nos defrontamos”
Myriam Pettengill e Margareth Angelo

Para ler o artigo completo acesse o link a seguir: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342000000100012&lng=en&nrm=iso&tlng=pt

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Abraços e até breve!

Simone Guedes
Diretora Educacional do *Núcleo de Logoterapia AgirTrês*